Livro: Corpo riscado: Gênero, Educação e Violência
Autor: (Orgs. Ramayca Helen de Lima Resende)
A partir de um olhar qualitativo, com revisão bibliográfica e análise crítica, ancorada em autores como Judith Butler, Maria Rita Kehl, Maria Berenice Dias, entre outras pensadoras contemporâneas, os dados atualizados de organismos nacionais e internacionais buscam compreender as múltiplas faces da violência de gênero, suas implicações para o adoecimento psíquico e os caminhos possíveis para a superação dessas dores e traumas. O capítulo 2 proporá uma análise da psicologia da educação fundamentada nas contribuições teóricas de Lev Vygotsky, com ênfase na aprendizagem mediada, na Zona de Desenvolvimento Proximal, e na linguagem como instrumento central no processo educativo. Por meio de uma revisão teórica, investigou-se de que forma esses conceitos influenciam práticas pedagógicas e estratégias de ensino-aprendizagem. Também se discute o papel fundamental da interação social e do contexto cultural na construção do conhecimento, evidenciando suas implicações para o trabalho docente e o desenvolvimento dos alunos. O texto aponta que a incorporação dos princípios vygotskianos pode enriquecer o ambiente escolar, tornando-o mais colaborativo, contextualizado e significativo para os sujeitos da aprendizagem. O capítulo 3 destacará a atuação do psicólogo perinatal na violência obstétrica, tendo como recorte a atuação do profissional de psicologia dentro da rede profissional de saúde. Os resultados da discussão destacam a necessidade do psicólogo perinatal com o devido preparo profissional para atuar nos de violência obstétrica como participante de uma rede de apoio à saúde da mulher e do recém-nascituro, tanto no acolhimento à saúde psicológica quanto nos direitos ao atendimento de qualidade na Rede de Saúde. O psicólogo perinatal faz parte de uma necessária mudança nas práticas assistenciais vigentes em relação às violações dos direitos das mulheres, que ocorrem quando são realizadas intervenções desnecessárias num processo que tem sido naturalizado, mantendo assim uma invisibilidade do trauma e do adoecimento mental da parturiente e do nascituro.