Livro: NEOCONSERVADORISMO E SERVIÇO SOCIAL: REFLEXÕES, POLÊMICAS E QUESTÕES ATUAIS
Autor: (Orgs. Valeria Forti; Juliana Menezes; André Menezes)
Estudos e debates sobre o conservadorismo estão longe de ser uma temática recente; já ao longo da segunda metadedo século XX foram objeto de muita atenção acadêmica, como o provam contribuições de autores – para citar tão somente um pesquisador bem conhecido – como Robert Nisbet, aliás um sociólogo conservador. É fato, porém, que especialmente após os anos 1970 (quando o sociólogo norte-americano Alvin W. Gouldner, publicou The Coming Crisis of Western Sociology, a sua crítica a Talcott Parsons), a bibliografia referida ao conservadorismo cresceu a olhos vistos, envolvendo suas novas formulações e elaborações, principalmente, mas não só, nos Estados Unidos (cf., p. ex., os textos a que recorre Andrew Sullivan, inglês radicado na América do Norte, em A alma conservadora. Lisboa: Quetzal, 2010; a edição original é de 2006). Materiais diversos e de ampla divulgação mostram-no suficientemente – cf., p. ex., Agustín Cueva, org., Tempos conservadores. S. Paulo: Hucitec, 1989; Mónica Verea Campos y Silvia Núñez García, coords., El conservadorismo en Estados Unidos y Canadá. Tendencias y perspectivas hacia el fin del milenio. México: UNAM, 1997; até Irving Kristol, trotskista na juventude e homem maduro convertido à direita, dignou-se a perorar sobre o Neoconservadorismo. Lisboa: Quetzal, 2003 (a edição norte-americana é de 1995).