Livro: Ensino Fundamental: Mobiliário Escolar
Autor: (Orgs. Karl Heinz Bergmiller; Pedro Luiz Pereira de Souza; Maria Beatriz Afflalo Brandão)
A publicação Ensino fundamental: mobiliário escolar, elaborada por Karl Heinz Bergmiller, Pedro Luiz Pereira de Souza e Maria Beatriz Afflalo Brandão para o FUNDESCOLA/MEC, apresenta recomendações técnicas destinadas à seleção, fabricação, aquisição, utilização e conservação do mobiliário das escolas de ensino fundamental, tendo como referência o contexto do final da década de 1970. Seu argumento central é que o mobiliário escolar constitui parte integrante das condições de aprendizagem, devendo atender, de maneira articulada, às exigências pedagógicas, ergonômicas e tecnológicas. Inicialmente, os autores defendem que diferentes ambientes escolares requerem soluções específicas. Nas salas de aula, mesas e cadeiras móveis favorecem atividades individuais e coletivas e permitem reorganizações conforme as estratégias didáticas. Bibliotecas, salas de vídeo, espaços de informática e outros ambientes especiais demandam equipamentos e arranjos próprios. A qualidade do mobiliário, portanto, não pode ser reduzida ao preço ou à resistência: envolve adequação aos usuários, funcionalidade, segurança, durabilidade e possibilidade de manutenção. A obra dedica atenção especial às superfícies de trabalho e aos assentos. Mesas e cadeiras devem apresentar dimensões compatíveis entre si e com a estatura dos estudantes, considerando diferenças corporais durante o crescimento. São discutidos padrões dimensionais do CEBRACE e requisitos das normas da ABNT então vigentes, além de recomendações relativas ao apoio dos pés, à postura, aos encostos, à liberdade de movimento e à prevenção de arestas perigosas. O manual examina também armários, estantes e escaninhos, recomendando organização modular e respeito ao alcance dos usuários. Para quadros e demais suportes de comunicação, destaca visibilidade, altura de instalação e características das superfícies. Nas escolas rurais, especialmente em turmas multisseriadas, propõe móveis flexíveis, de construção simples e reparáveis com materiais e técnicas disponíveis regionalmente. A escolha das cores deve contribuir para o ambiente escolar, evitar reflexos excessivos e facilitar a identificação dos tamanhos do mobiliário. Conclui-se que a aquisição pública exige especificações claras, avaliação de protótipos, controle de qualidade, garantias e planejamento de reparos. Ao associar projeto físico, práticas educativas e gestão de recursos, o documento sustenta que móveis adequados contribuem para o conforto dos estudantes e para melhores condições de ensino, respeitadas as particularidades de cada escola.